sábado, 31 de dezembro de 2011

Retrospectiva dos posts

Não foi um ano de diversos posts, eu sei, mas verdade que alguns foram bem bacanas. Compartilho com vocês alguns deles:





Observem os Hamsters!
http://taosofia.blogspot.com/2011/08/observem-os-hamsters.html



11 de setembro: para alguns, os EUA não são as vítimas
http://taosofia.blogspot.com/2011/09/11-de-setembro-para-alguns-os-eua-nao.html



Por que não conseguimos conviver em sociedade (um dos motivos)?
http://taosofia.blogspot.com/2011/08/por-que-nao-conseguimos-conviver-em.html



Pare de copiar e colar frases prontas só para parecer inteligente!!!
http://taosofia.blogspot.com/2011/08/pare-de-copiar-e-colar-frases-prontas.html



Exploração da mão de obra ou novo comunismo?
http://taosofia.blogspot.com/2011/05/exploracao-de-mao-de-obra-ou-novo.html


Definitivamente, seu problema não é o maior do mundo!
http://taosofia.blogspot.com/2011/01/definitivamente-seu-problema-nao-e-o.html


Terminou a faculdade? Bacana! Próximo passo, melhorar de emprego, não é?
http://taosofia.blogspot.com/2011/01/terminou-faculdade-bacana-proximo-passo.html


Aborto: se for irresponsável, seja até o fim!
http://taosofia.blogspot.com/2011/07/aborto-se-for-irresponsavel-seja-ate-o.html


Por que os ciclistas não aprendem com os gays?
http://taosofia.blogspot.com/2011/07/por-que-os-ciclistas-nao-aprendem-com.html


Somos Selvagens
http://taosofia.blogspot.com/2011/05/somos-selvagens.html


Apenas uma frase sobre a morte de Bin Laden...
http://taosofia.blogspot.com/2011/05/apenas-uma-frase-sobre-morte-de-bin.html

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Você sabe se é preconceituoso?


Já vi diversas pessoas postando este desenho no seu Facebook. "Bunitinha" a mensagem né? Então...

...quando for adotar uma criança, adote um negro...
...quando estiver com outras pessoas e ver um amigo gay, não faça de conta que não conheça...
...aceite o fato de um Judeu não confiar em você para fazer parte da familia dele por esta ser a sua crença pessoal e...
...entenda e respeite (não disse que precisa concordar) os motivos dos católicos em terem opiniões sobre células tronco e aborto.

Tenho certeza que isso é bem mais efetivo do que a imagem acima.

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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

As universidades no Brasil são uma piada!



     Há um mês, assisti um documentário sobre o modelo de ensino em Cambridge. Sabe quando você assiste a um jogo do Barcelona e lembra do seu time? Pois é, foi assim que me senti.
  
     O que deveria ser o berço das ideias e da criatividade, em nosso país, é o antro da mediocridade e da ineficiência. Cada vez mais torna-se responsabilidade das organizações (como as empresas) a responsabilidade do ensino.

     Mas as universidades não são apenas medíocres. Elas também legitimam a mediocridade. Não há nenhuma diferença de tratamento entre o cara que tira um 8,9 (um "B") para o cara com 6 (um "C"). Ninguém será laureado com estas notas e ambos seguirão o curso. Todo ser humano é dotado da força instintiva do menor esforço. Durante milênios ela manteve nossa raça viva e hoje segue intrínseca a nós. Ou você já viu alguém usar o caminho mais longo para um destino sem ter nenhum motivo para isso? Foi esta mesma força que fez a maioria das pessoas rolar a página até o fim deste post para ver se era muito grande antes de começar a ler. Pois é, esta é a "lei do menor esforço". Então o que vocês acham que acontecerá em uma universidade? A esmagadora maioria dos alunos seguirão suas vidas normalmente, estudarão na noite anterior à prova e ficarão contentes se tirarem um 6 ou um 7,5, respeitando assim a lei que por muitos anos nos manteve vivos e que hoje nos mantém ignorantes.
 
 
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     Certamente você já teve de fazer algum trabalho em grupo na faculdade? Há algo mais credito do que isso? Dias atrás, perguntei para uma professora por que eles pediam trabalhos em grupo ao invés de individual e, para minha pouca surpresa, ela me respondeu: "se fosse individual não daria para fazer as apresentações e eu teria de corrigir um trabalho de cada aluno. Ia terminar as correções só no outro ano e preciso entregar as notas até o dia 12". Dá para acreditar nisso? Ou seja, o modelo de avaliação dos alunos não está baseado no melhor modelo que avalie o seu conhecimento, mas naquele que trará menor esforço aos professores!!! Que merda meu!!!! Odeio mediocridade.

     Não há nada mais cretino e imbecil do que estes trabalhos. Primeiro que, quando falta uns 5 ou 2 dias para entregar, alguém do grupo manda um e-mail dizendo "pessoal, temos de fazer o trabalho". Ai, decidem que cada um fará uma parte (sim, como é em grupo e somos dotados da lei do menor esforço, independente das outras partes serem pertinentes ou não, cada um fica com uma e ignora as demais). Depois, eles juntam aquele quebra-cabeça cubista e fazem uma apresentação em que cada slide tem uma fonte diferente, um padrão de imagens diferentes e que ninguém mal sabe o que precisa ser dito. Então, como os alunos fizeram de conta que aprenderam, os professores cumprem a sua parte no pacto da mediocridade e fazem de conta que ensinaram alguma coisa para aquele trabalho e avaliam todos do mesmo jeito: se no trabalho tiver tudo que foi pedido, levam 10 ou 9. Se não tiver tudo a nota irá variar de 8 a 4 (dependendo do que faltar, dos erros de português e do quanto o Wikipedia foi integralizado ao trabalho).
 
 
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     Eu poderia escrever um novo post apenas para falar da provas, mas elas são tão patéticas, tão inúteis para avaliar um aluno e tão desprezíveis, que de fato desprezarei qualquer comentário sobre elas.
 
 
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     Bom, mas a vida segue e assim seguimos. Cada fez mais pessoas vão às universidades em busca de um canudo e depois procuram um emprego em busca do aprendizado.

domingo, 13 de novembro de 2011

Os estudantes da USP e os taxistas de Porto Alegre


     Aqui em Porto Alegre, quem controla o tráfego de veículos é uma empresa pública chamada EPTC, cujos fiscais recebem o apelido de "azulzinhos", em virtude da cor de suas fardas. Quando dirijo em locais onde os motoristas geralmente se comportam como se estivessem disputando uma corrida, e vejo um azulzinho, me bate aquela alegria sarcástica e fico pensando enquanto olho para os motoristas que agora se comportam como ovelhinhas "faz agora, seu desgraçado!". Adoro quando os fiscais estão nas ruas, porém nem todos gostam.

     Adivinhem quem, entre os grupos de motoristas, mais detestam os ditos. Para facilitar, darei alternativas:
1 - Motoristas que usam o carro para ir ao trabalho, faculdade e levar os filhos a escola;
2 - Turistas, idosos que passeiam e motoristas de finais de semana;
3 - Taxistas, motoboys e motoristas de lotação.

     Acredito que todos acertaram que o terceiro grupo detesta os fiscais. Mas por quê? Pois é, por serem os piores motoristas. Os mais infratores. Eles dirigem como se as ruas fossem deles ou se a sua necessidade de usá-la a trabalho fosse mais digna ou importante do que a dos demais. Por eles, não teríamos fiscais nas ruas. Inclusive até protestos para isso eles já realizaram.

     Impossível não relacionar este caso que citei acima com o dos estudantes da USP, que, ao invés de ver nos policiais segurança, vêm repressão. Se refletirmos um pouco, encontraremos a conclusão de que o único motivo de alguém que defende a lei reprimir a sua liberdade é se suas ações são criminosas.

     Mas e se a lei estiver errada? Bom, ai é tema para outro post, mas adianto minha opinião a respeito: post sobre Marx (e o mais curioso é que os principais grupos de estudantes envolvidos são alunos de filosofia e de história).

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Perdemos o melhor Pirata.

   
  Em 2003, quando fazia minhas primeiras aulas sobre sistemas e redes de computadores na Ulbra, um professor decidiu apresentar um filme para a turma: "Os Piratas do Vale do Silício".
    
     O filme é tão clássico para quem é de TI, quanto o Woodstock foi para os hippies. Lembro que após assistí-lo fiquei impressionado com duas coisas: o quanto a adaptação feita da frase de Lavoisier (na vida nada se cria, tudo se copia) fazia sentido e com o tal do Steve Jobs. Falei para o professor "como pode? Esse tal de Jobs então que é o gênio da nossa época e não o Bill Gates???. Tá certo que ele também copiou ideias, mas ele pode dizer que foi copiado pelo Bill Gates!". Fiquei tão impressionado com o cara, que sai catando tudo sobre ele. Fosse em livros ou na internet, cada novidade que lia sobre ele me deixava ainda mais impressionado (isso que eu mal poderia imaginar que ele ainda iria provocar uma i-revolution digital).

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     É claro, como era de se esperar, também descobri que ele passou longe de ser uma unanimidade como pessoa. Inclusive, há uns quatro anos, quando um de meus melhores amigos, o Tibério, se formou em Análise de Sistemas, eu o presenteei com um livro do Steve Jobs dizendo "leia e faça como ele faz: aproveite apenas as boas ideias e ignore a parte podre". Mas para isso eis que o tempo será o agente da limpeza, assim como o fez com o Einstein, jamais lembrado como aquele que espancava a esposa.

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     Meses atrás, conversava com a minha colega Jaque sobre o Steve Jobs. Ela, como uma entusiasta do Androide (sistema operacional utilizado pelos concorrentes do iphone), relutava em admitir que ele fosse um gênio e lembro-me de ela ter dito "mas não foi ele quem inventou a tela sensível ao toque". Sim, não foi ele, respondi, mas foi ele sim quem juntou esta tela, que todo mundo tinha acesso, com mais um monte de ideias, que qualquer um poderia ter tido, e criou um produto líder de mercado, que ninguém havia criado até então.
    
     Pense bem: quando você acessa o Windows, você não usa o menu iniciar. Aliás, salvo o caso em que precisa desligar a máquina. Enfim, o que você usa mesmo são os ícones que criou ou que já vieram com o Windows. Além disso, se você usasse uma tela sensível ao toque em um computador, você eliminaria a necessidade de teclado e mouse, ficando apenas com o monitor. Pronto! Temos o iphone e o ipad! Uma tela sensível ao toque, logo, sem teclado e sem mouse, sem menu iniciar e apenas com os ícones. Depois disso, é claro, foi só acrescentar uns efeitos bacanões para reduzir tamanho de tela e rolagem com os dedos. São ideias como essas que fazem da simplicidade o único pré-requisito para genialidade! 

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     Foi um dia triste. Na informática, campo que escolhi para atuar profissionalmente, ele foi uma essoa que me inspirou muito. Ele me ajudou a esclarecer conceitos como inovação e simplicidade.
     Encerro com um texto de Walter Isaacson, escritor da biografia autorizada que será lançada em breve, e que sintetiza exatamente o que eu pensava de Jobs:

Embora não tenha inventado muitas coisas de cabo a rabo, Jobs era um mestre em combinar ideias, arte e tecnologia de uma maneira que por várias vezes inventou o futuro. Ele projetou o Mac depois de apreciar o poder das interfaces gráficas de uma forma que a Xerox não foi capaz de fazer, e criou o iPod depois de compreender a alegria de ter mil músicas em seu bolso de uma forma que a Sony, que tinha todos os ativos e a herança, jamais conseguiu fazer. Alguns líderes promovem inovações porque têm uma boa visão de conjunto. Outros o fazem dominando os detalhes. Jobs fez ambas as coisas, incansavelmente.