domingo, 13 de novembro de 2011

Os estudantes da USP e os taxistas de Porto Alegre


     Aqui em Porto Alegre, quem controla o tráfego de veículos é uma empresa pública chamada EPTC, cujos fiscais recebem o apelido de "azulzinhos", em virtude da cor de suas fardas. Quando dirijo em locais onde os motoristas geralmente se comportam como se estivessem disputando uma corrida, e vejo um azulzinho, me bate aquela alegria sarcástica e fico pensando enquanto olho para os motoristas que agora se comportam como ovelhinhas "faz agora, seu desgraçado!". Adoro quando os fiscais estão nas ruas, porém nem todos gostam.

     Adivinhem quem, entre os grupos de motoristas, mais detestam os ditos. Para facilitar, darei alternativas:
1 - Motoristas que usam o carro para ir ao trabalho, faculdade e levar os filhos a escola;
2 - Turistas, idosos que passeiam e motoristas de finais de semana;
3 - Taxistas, motoboys e motoristas de lotação.

     Acredito que todos acertaram que o terceiro grupo detesta os fiscais. Mas por quê? Pois é, por serem os piores motoristas. Os mais infratores. Eles dirigem como se as ruas fossem deles ou se a sua necessidade de usá-la a trabalho fosse mais digna ou importante do que a dos demais. Por eles, não teríamos fiscais nas ruas. Inclusive até protestos para isso eles já realizaram.

     Impossível não relacionar este caso que citei acima com o dos estudantes da USP, que, ao invés de ver nos policiais segurança, vêm repressão. Se refletirmos um pouco, encontraremos a conclusão de que o único motivo de alguém que defende a lei reprimir a sua liberdade é se suas ações são criminosas.

     Mas e se a lei estiver errada? Bom, ai é tema para outro post, mas adianto minha opinião a respeito: post sobre Marx (e o mais curioso é que os principais grupos de estudantes envolvidos são alunos de filosofia e de história).

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