segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Por que não conseguimos conviver em sociedade (um dos motivos)?


     Dias atrás, eu estava assistindo a um filme do Michael Moore. Ao explicar por que ele acreditava que as empresas, mesmo ele falando mal delas, ainda patrocinavam seu filme, ele respondeu que o fato devia-se a uma brecha no capitalismo. Os empresários acreditam que nada vai acontecer a eles e, por sua vez, um filme é uma boa oportunidade de divulgar sua marca. Segundo ele, um capitalista vende a própria corda com a qual será enforcado se perceber que pode lucrar com isso. E é a mais pura verdade.

     Vamos a um exemplo bem simples. A Sony Records há anos tenta judicialmente o fim do formato de mídia MP3, porém a Sony Ericsson teve seu maior volume de vendas em equipamentos celulares em um modelo, cujo principal recurso era justamente a reprodução de MP3 (linha Walkman). Esse dilema da Sony confirma a teoria do cineasta. No entanto, também há uma brecha bem evidente no sistema socialista, defendido por  Michael Moore: o interesse pessoal sempre virá antes do interesse coletivo.

     Se você ler as idéias de Marx e de Engels sobre socialismo e sobre comunismo não conseguirá discordar de uma linha do que encontrar. A riqueza atual do mundo, se dividida, permitiria a todos uma condição social de classe média alta (bem simples: some o PIB dos países e divida pelo numero de habitantes). Assim como a produção diária de alimento mundial seria suficiente para alimentar todas as pessoas do mundo e ainda sobraria duas toneladas por dia (dados da ONU).Qualquer um, unanimemente, ao ler isso concorda que este seria um mundo melhor e realmente acredita que deveríamos colocar em prática esta matemática, porém, não sabendo como fazer, apenas lamenta. No entanto a forma de fazer isso é muito simples.

     Se você tem muito, mas muito dinheiro, não compre um carro de 2 milhões ou um vinho de 120 mil. Compre um belo carro e um excelente vinho, mas doe o restante para o governo. Se você não desfruta de toda essa grana, mas está prestes a comprar um sofá de 5 mil ou um celular de mil reais, compre produtos mais simples e doe o restante do dinheiro aos mendigos que encontrar na rua. Eis a brecha do sistema socialista!

     Você realmente acredita que o governo irá investir o dinheiro? Bom, se investisse, com o que arrecada, até cerveja deveria ser de graça no Brasil. E o mendigo? Você acredita que ele pegará o dinheiro, comprará roupas novas e tentará buscar um emprego??? Nada! Ele vai lhe pedir mais no dia seguinte, aproveitando-se da sua bondade. Por sua vez, sabendo disso, você não doa o quanto poderia a quem precisa e ainda faz de tudo para sonegar ao governo.

     E assim convivemos socialmente: pessoas morrendo de fome, governos corruptos e ricos ostensivos, pois cada um trata de defender seus próprios interesses. Ainda bem que temos as leis!

4 comentários:

  1. Oi,Júnior!Pois é o problema todo começa com a falta de interesse, os políticos não tem a menor preocupação com a fome mundial, eles querem sim é fazer guerra, quantos bilhões os EUA gasta por ano em guerras? Quanto o Brasil desperdiça de comida por dia, comida essa que poderia alimentar milhares de pessoas,mas é jogada fora porque a lei diz que se um mendigo comer a sua comida e passar mal a culpa é tua...AS vezes eu quero crer em um futuro melhor sabe,mas nao vejo muita luz no fim do túnel.
    Beijosss

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  2. Pois é guria, e se tiver uma luz, é capaz de ser um trem!
    Tudo na medida certa é bom, mas quando é demais torna-se ruim. Toda lei que visa defender demasiadamente uma classe, a oprime! Vide as leis trabalhistas que acabam por reduzir os salários, visto o ônus dos empregadores ou as leis que em defesa da democracia, que acabam impedindo a aplicação da lei da ficha limpa!
    abraço.

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  3. Oi Júnior, e cada dia piora essa situação.
    A sociedade está cada vez mais louca, mal educada, e o pior é que criam assim o filhos, virando uma bola de neve...

    beijos gostei muito de seu blog

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  4. A única espenrança é essa: as crianças. Cada vez mais me convenço disso, guria.
    Que bom que gostaste. Vai ser ótimo trocarmos idéias.

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