segunda-feira, 18 de junho de 2012

A Rio+20 é como uma conferência de criminosos tentando criar um Código Penal



     Por mais que se queira crucificar os países desenvolvidos, não há santo neste altar. De um lado, estão os países subdesenvolvidos liderados pelo Brasil. Sim, o mesmo Brasil que aumenta a tributação de bicicletas e reduz o IPI dos automóveis. É, o país do transporte público desmoralizante (ineficiente apenas soa como elogio para o que temos) e dos veículos sem fiscalização de condições de tráfego. De outro, os desenvolvidos, representados por China e EUA, que agem como alguém que não quer ir a uma festa e diz “só vou se o Fulado (o cara que nunca saiu na vida) for”.

     Ninguém está dando a mínima sobre políticas ambientais sustentáveis naquele evento. É um jogo político cretino, no qual os países mais pobres tentam criar políticas de desaceleração do crescimento para os países mais ricos, enquanto os riscos falam em parar o desmatamento para os pobres (lê-se, também, desaceleração do crescimento). Toda esta podridão envelopada de atitude pró-ambientalismo. É tanta hipocrisia que se fala em preservar o planeta e não os humanos. Estes sim irão morrer sem recursos naturais. O planeta observará sua vegetação sendo reconstruída naturalmente (após alguns bilhõezinhos de anos, é claro), quando seu único parasita sucumbir à sua própria ganância.

     Não há moral naquela cúpula para se chegar a uma conclusão sobre preservação ambiental. Estas conferências ambientais só terão resultado no dia em que o amadurecimento humano for tão grande que criminosos possam se reunir para criar um código penal justo e imparcial (porém acho que isso vai levar bem mais do que só alguns bilhõezinhos de anos para acontecer).

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