sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Realidades sobre Ensino Fundametal e sobre o Custo da Máquina Pública.


Estava assistindo a duas entrevistas esta semana e ouvi as seguintes frases (aproveito para postar meu comentário abaixo delas):



"O problema do ensino fundamental é que temos professores do século 20, aplicando conteúdo do século 19, para alunos do século 21".
     O formato de ensino (quadro negro, um professor e diversos alunos em silencio e regrados para uma disciplina e atenção inabaláveis) é o mesmo do século 19. A maioria dos professores utilizam a didática e os recursos que utilizavam ha 20 anos atrás para lecionar e tudo isso é distante da nova realidade dos alunos, atualizada a cada mês, pela invasão tecnológica que recebem (e, ao mesmo tempo, que promovem). Esta "junção difusa" não é exclusividade do Brasil e é perceptiva no interesse dos alunos de ensino fundamental por seus conteúdos e no quão rápido os esquecem. 



"Não importa o quanto custe a Máquina Estatal, desde que ela seja eficiente".
     A indignação do cidadão não está em pagar imposto para sustentar a máquina pública e sim no porquê ele precisa pagá-la, já que lhe é cobrado taxa para limpeza urbana,  pedágios para circular em boas rodovias, tarifas de planos de saúde para ter dignidade médica e mensalidade por escolas e faculdades com ensino de qualidade. Por fim, perde-se muito tempo reclamando dos custos de um Senado, das despesas de parlamentares com viagens e do conforto do chefe do executivo, quando na verdade devia-se cobrá-los que agissem e apresentassem resultados diante dos recursos que estamos lhes dispondo.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Relacionamentos: como ser uma pessoa "perfeita"?

     Há poucos meses, estava viajando com um casal de amigos que havia atravessado uma crise pouco antes da viagem. Quando consegui, perguntei ao meu amigo como as coisas estavam. Satisfeito, disse-me ter corrigido seus defeitos e conseguido apontar as falhas dela, que também havia melhorado. Por ultimo, concluiu dizendo que agora, além de tudo, tornara-se um marido carinhoso e atencioso. Em outro momento da viagem, puxei o mesmo assunto com ela que repetiu parte do que ele já havia dito, porém finalizou dizendo que ele só precisaria ser mais atencioso e carinho. Pensei: "Como assim?!?!?!?!?!?!".

     Pois é, justamente o que ele acreditava ser uma melhora, ainda era um ponto que ela sentia-se insatisfeita. E o pior é que já vi o contrário acontecer (esposa afirmando ter uma qualidade justamente onde o marido enxergava um defeito). Mas onde está o problema? Os homens não entendem as mulheres ou elas são muito complicadas? Nem uma coisa, nem outra!

     Carinho e atenção não são qualidades, são sentimentos. Não é algo que você possuiu ou pode adquirir com esforço, mas sim algo que depende de como a outra pessoa percebe. Exatamente! Ninguém é carinhoso, mas sim considerado carinhoso! E isso vale para qualquer sentimento.

     Reparem o seguinte: quando um homem diz que está sendo atencioso o que ele usa como parâmetro? A opinião dele e dos amigos? E quando diz estar sendo carinhoso? É na opinião da mãe que ele se baseia? Na maioria das vezes, é exatamente o que acontece! E isso é um absurdo! Ele não tem de ser atencioso para sua esposa como é com os amigos, tão pouco carinhoso com ela, como é com a mãe. Nesta relação, a do casal, ele precisa agradar a esposa e só conseguirá isso se realmente entender o que ela considera como um homem carinhoso e atencioso.

     Quando a intenção é de agir para alguém, a melhor forma de fazer isto é pensando como este alguém gostaria que você agisse e não como você acha certo. Sua opinião, neste caso, pouco importa. Questione a pessoa, descubra o parâmetro dela e seja uma pessoa perfeita (pelo menos para ela, se você fizer isso).

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Serenidade, Coragem e Sabedoria

     Apesar de já ter deixado claro que não possuo ou sigo qualquer religião, um dos ensinamentos que mais respeito e sigo foi escrito pelo teólogo neo-ortodoxo estadunidense Reinhold Niebuhr (1892–1971) e é conhecida como a Oração da Serenidade. Poderia procurá-la no Google, como fiz para "lembrar" a data de nascimento e morte do autor, mas prefiro transcrevê-la como a lembro (se recordo desta parte é por que este é o ensinamento que sigo):

Utilize a serenidade para aceitar as coisas que não se pode modificar, a coragem para modificar aquelas que pode e a sabedoria para distinguir uma da outra. Viva cada dia de cada vez, desfrute cada momento da mesma forma e, sempre que necessário, considere o mundo como ele é e não como você gostaria que fosse.

     Após ler e refletir sobre a frase, pense quanto tempo já desprendeu tentando mudar algo que não poderia mudar; quanto tempo perdeu questionando algo que simplesmente poderia ter mudado e quantas vezes ignorou sua sabedoria e evitou distinguir um evento do outro. Se encontrar muitos casos, coragem!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Frase

     Há um livro do Liev Tolstói (Ressurreição) com uma das frases mais brilhantes que já li:


É mais fácil escrever dez volumes de princípios filosóficos que por em prática um só deles

..

terça-feira, 27 de julho de 2010

O dia-a-dia é inspirador

    Trago dois exemplos que traduzem o que tentei dizer com este título:


     Dias atrás, estava caminhado na rua. Fazia o trajeto mercado-casa. Ao passar ao lado de um sinal que estava fechado, um motorista, enquanto esperava a luz verde, arremessou uma latinha pela janela. Fui até a lata, a peguei e a devolvi ao dono, dizendo "Senhor!!! Você deixou cair sua lata. Por pouco ela não fica pela rua virando lixo e entupindo bueiros". A cara de constrangimento dele só não foi maior daqueles que eu acredito se tratar de sua esposa e filho. Então, o sinal abriu e quando o carro arrancou, ele jogou a lata pela janela novamente.

***

     Onde eu trabalho, o café que servem é péssimo e nos cabe fazer nosso próprio cafezinho. Cabe ao primeiro colega que chegar a tarefa de preparar o café. Mas e quando ele acaba? Bom, ai algumas fragilidades da equipe, como a falta de iniciativa, são expostas. Dias atrás, dediquei alguns minutos do meu trabalho a observar isto. Intrigado, percebi que alguns colegas iam e voltavam rapidamente até o café. Foi então que percebi que ele havia acabado e, ao perceber o mesmo, os colegas que iam em direção ao desejado liquido escuro voltavam para suas cadeiras (talvez, na esperança de que alguém tomasse alguma atitude). Bom, levantei, coloquei um café para passar e voltei para a minha mesa. Quando a água terminou de passar, ao invés de colocar o café na térmica e limpar a cafeteira, o primeiro colega que se serviu, pegou seu café e voltou para sua mesa, deixando cafeteira ligada e térmica vazia. Pensei em falar algo, mas desta vez desisti.


     Há muitas, mas muitas pessoas pensando em resolver apenas o SEU problema. O que importa é EU me livrar do meu lixo, independente se vou jogá-lo pela janela ou reciclá-lo. Fundamental é que ele não esteja na MINHA casa. Também pouco importa se meus colegas tomarão café frio ou queimado, o que importa é EU tomar o MEU café!

     Sabem, cheguei a conclusão que algumas pessoas talvez nunca mudem (se tentarmos, ainda nos acharão arrogantes ou malas). Para não pensar que desisti de tentar fazer as pessoas mudarem, achei melhor pensar nelas como paisagens e então surgiu a seguinte frase:



Observar é a melhor ação quando se está diante de uma paisagem. Às vezes, não há o que entender e tampouco conseguiremos mudá-la.
.