Quinta-feira passada, decidi ir para a faculdade de ônibus, pois, após à aula, iria ao jogo do Internacional e assim evitaria o transtorno de ter de encontrar uma vaga. Vendo-me com os livros na mão, indo para à UFRGS e todo vestido com as roupas do meu time, o cobrador (trocador para algumas regiões) do ônibus disse-me:
- "Bah, tu vai estudar na federal e depois vai ao jogo do nosso colorado. Enquanto isto, eu aqui, trabalhando até à meia-noite!" e, com um semblante irônico de que estivesse prestes a dizer "como é bom ter grana", concluiu:
- "O que eu preciso fazer para ter esta vida?"
Então perguntei:
- "Quantos anos você tem?"
- "19", respondeu o cobrador.
Para finalizar, disse-lhe:
- "Então você já está no caminho certo, pois, com a sua idade, eu era cobrador de ônibus. Muitas vezes, deixei de estar com meus amigos, com a minha família ou de fazer algo que queria para chegar aonde cheguei e também sei que ainda precisarei abrir mão de muita coisa para chegar onde pretendo. Minha vida não foi fácil, meus pais que o digam, mas isso nunca foi motivo para eu desistir. Aliás, isto sempre me motivou a querer mais".
Conversamos mais um pouco e desci em seguida. Pela cara dele, que observei enquanto o ônibus se distanciava após eu ter descido, ele certamente refletiu a respeito. Também fiz minha reflexão.
As pessoas desejam tudo! Desejam estudar nas melhores universidades, desejam os melhores empregos ou abrir sua própria empresa, desejam os melhores bens e por ai vai. Ou seja, apenas desejam. Poucos percebem que a distância entre o desejo e a realização é a ambição ou percebem e por isso ficam apenas desejando.
Quer realmente alguma coisa? Então transforme isto em ambição e faça o que precisa ser feito. Como acredito na idéia de que a sorte é quando a oportunidade encontra o preparo (já escrevi sobre isto), você sempre precisa estar preparado, pois as oportunidades irão aparecer (mesmo que você tenha de criá-las).
terça-feira, 27 de abril de 2010
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Já reparou o quanto somos egoístas?
Há quem confunda egoísmo com altruísmo e isso é mais comum do que pensamos. Na verdade, a questão é que o egoísmo não é algo tão ruim assim e altruísmo é algo quase inexistente em nosso meio.
Quando você fica com alguma coisa que poderia dividir, isso é egoísmo ou altruísmo? Para a maioria, a primeira opção. Agora, digamos que você tenha uma roupa em casa e decidi doá-la? O que estará sendo? Embora eu saiba a opinião da maioria, darei a minha: estará sendo profundamente egoísta!
Você não doa uma roupa porque se preocupa mais com a outra pessoa do que com você, mas sim porque tem várias peças sobrando e, ao invés de jogar fora, prefere fazer alguém feliz. A satisfação da pessoa ao receber lhe faz bem e, no fim das contas, só está agindo desta forma porque se sentirá bem. Ou seja, também é egoísmo. No entanto, se você não doar também estará sendo egoísta. Calma, eu explico!
O egoísmo pode ser positivo (quando a sua ação ou negligência faz bem para outras pessoas) ou pode ser negativo (quando a sua ação ou negligencia prejudica alguém), mas não podemos confundi-lo com altruísmo. Se você jogar fora algo que poderia ajudar alguém, o egoísmo é negativo. Se ajudar porque lhe satisfaz a alegria de alguém, ai é positivo. Mas e o altruísmo?
Altruísmo é quando o bem-estar de outra pessoa (qualquer pessoa) é mais importante do que o seu. Se você for morar na rua para doar sua casa, abrir mão do seu emprego para um colega ganhar uma promoção ou andar descalço para que alguém possa ter um tênis, ai sim você estará sendo altruísta, caso contrário, é apenas mais um egoísta positivo.
Quando você fica com alguma coisa que poderia dividir, isso é egoísmo ou altruísmo? Para a maioria, a primeira opção. Agora, digamos que você tenha uma roupa em casa e decidi doá-la? O que estará sendo? Embora eu saiba a opinião da maioria, darei a minha: estará sendo profundamente egoísta!
Você não doa uma roupa porque se preocupa mais com a outra pessoa do que com você, mas sim porque tem várias peças sobrando e, ao invés de jogar fora, prefere fazer alguém feliz. A satisfação da pessoa ao receber lhe faz bem e, no fim das contas, só está agindo desta forma porque se sentirá bem. Ou seja, também é egoísmo. No entanto, se você não doar também estará sendo egoísta. Calma, eu explico!
O egoísmo pode ser positivo (quando a sua ação ou negligência faz bem para outras pessoas) ou pode ser negativo (quando a sua ação ou negligencia prejudica alguém), mas não podemos confundi-lo com altruísmo. Se você jogar fora algo que poderia ajudar alguém, o egoísmo é negativo. Se ajudar porque lhe satisfaz a alegria de alguém, ai é positivo. Mas e o altruísmo?
Altruísmo é quando o bem-estar de outra pessoa (qualquer pessoa) é mais importante do que o seu. Se você for morar na rua para doar sua casa, abrir mão do seu emprego para um colega ganhar uma promoção ou andar descalço para que alguém possa ter um tênis, ai sim você estará sendo altruísta, caso contrário, é apenas mais um egoísta positivo.
terça-feira, 20 de abril de 2010
Frase
Lembra um pouco Liev Tolstoi, mas a frase é ótima:
Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol.
Pablo Picasso
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Celebridades e Falta de Personalidade
É impressionante a influencia da televisão na vida de algumas pessoas. Na boa, fico muito espantado com capacidade deste meio de comunicação em determinar o que a massa irá gostar e fazer com todos acreditem que estão optando. Na verdade ela apenas explora uma ausência.
Estava lendo meu jornal e vi uma reportagem sobre a festa de encerramento do Big Brother. Nesta, os participantes, para adentrarem ao evento, tinham de serem escoltados devido ao assédio do público. Mas por que eles estavam sendo assediados? Por que as pessoas queriam tocá-las e tirar fotos? O que os participantes do programa fizeram para receberem tamanha atenção?
Outro fato intrigante: alguém já ouviu falar em um garoto chamado Fiuk? Pois é, o jovem é filho do Fábio Júnior e tornou-se um fenômeno teen-ager. Vi uma reportagem dele no Fantástico e a minha surpresa foi ouvi-lo cantar. É terrível. Muito ruim mesmo, porém seu show estava lotado. E lá vieram as dúvidas? Por que tantas adolescentes gostam de um cara que canta tão mal? E tive minha resposta: ele é a "estrela" da Malhação (novelinha de fim de tarde da Globo). Ou seja, novamente a televisão determinou o que as pessoas iriam gostar.
Fiquei pensando "eles devem estar admirando a obra destas pessoas". Mas que obra? O que uma figura do Big Brother fez? E o tal do Fiuk, se todas as músicas dele foram escritas por outras pessoas (informei-me a respeito) e a sua voz, única coisa original ali, é sofrível? O que as pessoas admiram nesta gente? Resposta: sua imagem. Como não são atores, não são músicos, não são escritores e não possuem qualquer obra que justifiquem admiração, cria-se, pela própria mídia, uma justificativa para tal: são Celebridades. E o que precisa alguém para ser uma celebridade? Espaço na mídia para divulgação da sua imagem. Exatamente. Apenas isto, imagem!
Quanto mais humilde e/ou dependente for uma pessoa, menor será a sua personalidade. Por conseguinte, maior será a necessidade de encontrar uma imagem para admirar (não se julga capaz de admirar a si mesmo ou ter opinião sobre uma obra e, portanto, precisa que alguém diga o que ela deve admirar). Não importa o que o seu idolo faça, desde que seja uma imagem. E ai entra a televisão. Ela lança uma imagem e as pessoas de pouca personalidade admiram. Quando a troca, as pessoas não perguntam onde estava a anterior, pois estão deveras atentas à nova. Faça o teste: balance uma bola na frente de um cachorro. Em seguida, troque a bola e torne a balançar. Ele novamente contemplará a bola. Repare que ele não vai se pronunciar em desagrado (como quem diz "Ei, a bola que eu gostava era a outra e não essa ai"), pois não é provido de personalidade. Assim como o cão, os sem personalidade não questionam sobre os antigos Big Brother e migram sua admiração, com a naturalidade canina, para os novos. Tão pouco as fãs do Felipe Dilon perguntam que fim deu seu ídolo, pois agora elas têm o Fiuk (exemplo clássico de material da mídia)!
Enquanto houver ausência de personalidade nos telespectadores, teremos de conviver com programas ruins e artistas sem talento. Ou seja: conformem-se, pois não acredito que chegaremos a uma evolução em que todos sejam capazes de escolher o que querem admirar.
sábado, 17 de abril de 2010
Seja irracional e tenha uma vida feliz!
Estava lendo sobre Max Weber e descobri que depois de tanto estudar história, filosofia e sociologia, o cara entrou em depressão e tornou-se um sujeito melancólico. Acontece que ele não é unanimidade no meio. Outros pensadores influentes como Heidegger, Sartre, Nietzsche e o próprio Platão deixaram a vida desiludidos, depressivos ou completamente malucos. Acontece que todos esses caras tinham algo em comum: foram profundamente racionais.
Usando um pouco a lógica deles, já parou para pensar como fazemos coisas sem sentido? Não é racional ir a um show de rock se você pode assisti-lo em casa, pela TV e desfrutando do seu conforto. O mesmo vale para os jogos de futebol. Por que ir a um estádio, gastar com deslocamento e perder tempo se você pode comprá-lo pelo Pay-Per-View? Também não faz sentido você ligar para uma pessoa que você gosta só para repetir isto para ela, afinal, ela já sabe! Por que damos presentes de aniversário para alguém que também nos presenteia nesta data? Seria muito mais racional acordar com ela que a troca é desnecessária, pois cada qual que compre para si o que bem entender. Sem falar que nada é mais irracional que dar um presente. Se dermos o dinheiro, a pessoa pode comprar o que ela querer, já o presente possui uma margem de descontentamento muito grande. E já que tocamos no assunto presentear, o que dizer do Natal? Qual o sentido desta data? ...e por ai vai!
Se começarmos a pensar com racionalidade sobre tudo que fazemos, começaremos a concordar que a maioria de nossas ações são ilógicas e correremos o risco de perceber que a nossa existência é banal. Caso isto aconteça, juntar-nos-emos ao grupo de filósofos acima e terminaremos nossas vidas depressivos e desiludidos com a nossa futilidade.
Engraçado, mas nunca tinha percebido o quanto é saudável ser lúdico e irracional. Raciocine com parcimônia!
Usando um pouco a lógica deles, já parou para pensar como fazemos coisas sem sentido? Não é racional ir a um show de rock se você pode assisti-lo em casa, pela TV e desfrutando do seu conforto. O mesmo vale para os jogos de futebol. Por que ir a um estádio, gastar com deslocamento e perder tempo se você pode comprá-lo pelo Pay-Per-View? Também não faz sentido você ligar para uma pessoa que você gosta só para repetir isto para ela, afinal, ela já sabe! Por que damos presentes de aniversário para alguém que também nos presenteia nesta data? Seria muito mais racional acordar com ela que a troca é desnecessária, pois cada qual que compre para si o que bem entender. Sem falar que nada é mais irracional que dar um presente. Se dermos o dinheiro, a pessoa pode comprar o que ela querer, já o presente possui uma margem de descontentamento muito grande. E já que tocamos no assunto presentear, o que dizer do Natal? Qual o sentido desta data? ...e por ai vai!
Se começarmos a pensar com racionalidade sobre tudo que fazemos, começaremos a concordar que a maioria de nossas ações são ilógicas e correremos o risco de perceber que a nossa existência é banal. Caso isto aconteça, juntar-nos-emos ao grupo de filósofos acima e terminaremos nossas vidas depressivos e desiludidos com a nossa futilidade.
Engraçado, mas nunca tinha percebido o quanto é saudável ser lúdico e irracional. Raciocine com parcimônia!
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